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DERMLIST
fórum de dermatologia
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Protocolos para os dermatologistas
METOTREXATO
Uso da Metotrexate em Dermatologia
DR. HELIO AMANTE MIOTMetotrexato em Psoríase
Boas indicações:
- Eritrodermia
- Psoríase aguda
- Pustulosa
- Artropática
- Palmoplantar
- Psoríase vulgar (>20-30% tegumento)
Critérios de exclusão do paciente:
- Idosos (>60a) – relativo!
- Hepatopatas
- Nefropatas
- Etilistas
- Doença péptica
HIV +- Gravidez/lactação ou homens que tentam concepção (3-4m antes da suspensão do MTX)
- Pouco confiáveis (maior risco)
- Mielossupressão / anemia / plaquetopenia
- Uso de AINH ou Co-trimoxazol (BactrimÒ)
Exames de admissão:
- Creatinina, hemograma com plaquetas, TGO (AST), TGP (ASL), Fosfatase alcalina, Bilirrubinas, proteínas séricas (albumina, globulina), sorologia para hepatites C (anti-HCV) e B (HBs-Ag, Anti-HBs, Anti-HBc), HIV (opcional)
- Exame radiográfico do tórax
Uso em psoríase:
- Comprimindos de 2,5mg e Ampolas de 50mg (2ml)
- MTX 7,5mg/semana VO divididos em 3 tomadas cada 12h, nas primeiras 2 semanas, com controle semanal de Hemograma, plaquetas, TGO e TGP. Para subir a dose até 15mg/semana.
- MTX 12,5mg/semana (0,5ml da ampola em 1,0ml de NaCl 0,9%), IM profundo, ou (0,5ml da ampola) SC, por 4 a 6 semanas, com controle de Hemograma, plaquetas,TGO, TGP semanais.
- O aumento da dose deve sempre ser acompanhado por 2 semanas dos exames laboratoriais.
Exames de seguimento:
- Creatinina, hemograma com plaquetas, TGO (AST), TGP (ASL), Fosfatase alcalina, Bilirrubinas, proteínas séricas (albumina, globulina) cada 4 semanas
- USG hepático a cada 3-4m
- Biópsia hepática a cada 1,5-2,0g de dose cumulativa. Caso graduação I ou II, pode-se continuar o tratamento por mais 1,5g, onde deve-se rebiopsiar. Graduação IIIa, deve-se seguir com moderação (rebiopsiar cada 6m). IIIb e IV contra-indicam o tratamento.
Graduação dos achados histológicos:
I- Infiltração gordurosa normal ou leve, inflamação portal, variabilidade nuclear
II- Infiltração gordurosa moderada a severa, variabilidade nuclear, expansão dos espaços porta, inflamação e necrose
IIIa- Ligeira fibrose
IIIb- Moderada a ligeira fibrose
IV- Cirrose
Armadilhas do tratamento
- Anticoncepção na mulher sob risco de engravidar. Deve ser evitada concepção 1 ciclo após a interrupção do tratamento na mulher e 3m para o homem
- Dose VO 7,5-15mg semanais
- Dose IM 25-50mg semanais, menor efeito gastrointestinal (melhor tolerado).
- Administração subcutânea requer volumes menores e tem mesma eficácia do IM.
- Eficácia em 7-14dias. Máxima em 4-8 semanas.
- Aftose oral durante o tratamento está associada a toxicidade medular (leucopenia) e indica redução na dose ou associação de ácido fólico 5mg VO/d, ou bochechos com allopurinol.
- Uso do ácido fólico 1-5mg/d ou 7mg/sem reduz a toxicidade medular e aftose oral.
- Ácido folínico antagoniza os efeitos do MTX em sobredoses
- Os cursos curtos de tratamento (30-45d) e a rotatividade de tratamentos reduzem o dano hepático, e, além de gerar uma dose acumulada hepática menor, há eliminação de certa parte nos períodos de repouso do tratamento. Aumentando a segurança e possibilitando uso mais prolongado.
- Cerca de 120 dias de repouso do uso de MTX em pacientes sem alterações nos exames laboratoriais, são suficientes para o desaparecimento do depósito hepático. E, a fibrose não progride com a suspensão do fármaco.
- É comum alopecia e megaloblastose
- Não associar com acitretin ou aspirina (AINH)
- O interrogatório minucioso dos sintomas adversos deve ser realizado a cada visita.
- Uma estratégia muito adequada é o rodízio de terapêuticas antes de atingir a dose total de 1 ou 1,5g. Caso o paciente apresente exames normais e boa tolerabilidade, pode-se reintroduzir o MTX com "muita" segurança, 6m depois, para mais um ciclo de 1 a 1,5g. Na tentativa de poupar uma biópsia hepática.
- O MTX tópico (gel hidrofílico a 0,25%) pode ser usado 2x/d em placas, sem necessidade de controle laboratorial e sem os efeitos sistêmicos.
Envie seus comentários para:dermlist@dermlist.med.br
ACITRETINA
- colaboração: Dr. Helio Miot
ANESTESIA
LOCAL - colaboração: Dr. George B. Leal et al
ANTIMALÁRICOS
- colaboração: Dr. Helio Miot
BIÓPSIAS
EM DERMATOLOGIA - colaboração: Dr. George B. Leal et al
COLCHICINA
- colaboraçã: Dr. Helio Miot
CORTICÓIDES
- colaboração:Drs. Sergio Lecompte e Helio Miot
DAPSONA
- colaboraçã: Dr. Helio Miot
METOTREXATO
- colaboração: Dr. Helio Miot
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de Prof. Jairo Mesa Cock contactarjairomesa@hotmail.com |
Temas polemicos Uso Off-label Psicofarmacos em dermato Protocolos uteis Ecos do Congresso Dicas em Informatica Eventos 1100+ dermatologistas participantes - 17 países - data da 1a.edição: 24 de fevereiro de 1997 - ANO XIV
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